Wagner Moura fala de “Sergio” e como quer mudar imagem de latino nos EUA

Foto: Netflix

Sucesso na Netflix com o filme, “Sergio”, o ator Wagner Moura conversou com o Notícias da TV nesta terça-feira (22) sobre sua carreira e momento. Ele revelou que seu novo filme tem relação com buscar firmar uma nova imagem do latino-americano nos Estados Unidos, onde vive com a família, e no mundo.

“Acho que nós somos muito sub-representados na indústria cinematográfica americana, não só na quantidade de personagens, mas na maneira como eles são mostrados. É sempre a latina sexy, o cara violento, o traficante… Eu decidi virar produtor aqui com o único objetivo político de mudar isso”, revelou. Atualmente, ele vive com a família em Los Angeles.

Na produção, Moura interpreta o diplomata Sergio Vieira de Mello, assassinado em 2003 em um atentado terrorista quando trabalhava pela Organização das Nações Unidas (ONU) para resolver o conflito do Iraque. O brasileiro era cogitado para o cargo de secretário geral na sucessão de Koffi Annan e é considerado um dos funcionários mais importantes da história da Organização.

“Foi muito especial fazer esse filme do jeito que eu tinha imaginado. Como é um cara da ONU, queria ter vários sotaques diferentes. Sou brasileiro, a Ana de Armas é cubana, o Clemens Schick é alemão, o Brían F. O’Byrne é irlandês… Temos figurantes do Iraque, Jordânia, Tailândia, Angola, Timor-Leste…”, enumera ele, que lembra que nem sempre filmes hollywoodianos se preocupam com diversidade.

“Sergio” já está disponível na Netflix.