Governo recorre de pedido de impeachment do presidente do Peru

People in the Andean city of Puno, close to the border with Bolivia, queue outside a Pension Funds Administrator institution to request information about the withdrawal of up to the equivalent of 1,080 US dollars in national currency from their pension funds to alleviate the crisis caused by the confinement in force for two months to combat the Covid-19 coronavirus on May 19, 2020. - A law published on April 30, authorizes members of the private pension system to "voluntarily and extraordinarily, withdraw up to 25% of your total accumulated funds ", up to a maximum of 3,700 Peruvian Soles per person. More than six million Peruvians can request the withdrawal which economists have warned will have "long-term pernicious effects”. (Photo by Carlos MAMANI / AFP)

LIMA, 14 SET (ANSA) – O governo do presidente peruano, Martín Vizcarra, entrará com um recurso nesta segunda-feira (14) no Tribunal Constitucional para tentar impedir o andamento do pedido de impeachment “por incapacidade moral permanente” do mandatário.   

O início do processo foi aprovado na sexta-feira (11) e deve ser votado, de maneira definitiva, no dia 18. Segundo a mídia peruana, a ministra da Justiça, Ana Neyra, confirmou que o objetivo da ação no TC é fazer com que a máxima instância judicial dê um parecer sobre a legitimidade da acusação apresentada.   

A oposição acusa o presidente de ter cometido uma ilegalidade ao contratar um músico do país, Richard Cisnerosconhecido localmente como Richard Swing – para ser uma espécie de consultor do Ministério da Cultura.

A contratação, em plena pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), incluía funções de palestrante e apresentador. O custo total dessa admissão seria de US$ 10 mil.   

A acusação, porém, ganhou muita força após áudios do caso terem sido revelados pela mídia peruana. Neles, Vizcarra pedia para duas assessoras mentirem sobre a contratação e sobre a quantidade de vezes que Cisneros tinha se reunido com o presidente.   

A situação sobre o futuro do mandatário, que entrou na função após a renúncia do conservador Pedro Pablo Kuczynski, que anunciou sua saída após dois pedidos de impeachainda é incerta – Vizcarra estaria tentando o apoio dos militares para se manter no cargo.   

Conforme uma matéria do jornal “El Comercio”, o presidente ainda estaria tentando ajuda na Organização dos Estados Americanos (OEA) para que ela intervenha no caso. Vizcarra diz que a acusação são uma tentativa de “golpe de Estado” e que as “liberdades” no país estão sob ameaça.    Para conseguir colocar o assunto na pauta, a oposição teve um bom apoio – precisava de 54 votos e conseguiu 65. No entanto, serão necessários 87 votos para aprovar o impeachment. Se aprovado, seria o segundo impeachment no Peru em 20 anos e a manutenção da crise política no país, há anos abalada por escândalos… – Veja mais em https://www.bol.uol.com.br/noticias/2020/09/14/governo-recorre-de-pedido-de-impeachment-do-presidente-do-peru.htm?cmpid=copiaecola